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Ocorreu no último dia 20 de dezembro, no Centro de Convenções do Bahia Othon Palace Hotel (Salvador-BA) o seminário ESPIRITISMO - ESSE DESCONHECIDO, idealizado pelo Teatro Espírita Leopoldo Machado.

O encontro teve como objetivo discutir, por um enfoque racional, a atual situação do movimento espírita baiano e brasileiro.

A peça "Espiritismo é isso? É aquilo? O que é?" deu início ao evento com críticas bem-humoradas a alguns absurdos constatados no movimento espírita baiano.

   
 

Em seguida, usou a palavra o presidente da instituição, Carlos Bernardo Loureiro, abrindo os trabalhos. Após, Julio Nogueira realizou uma exposição sobre a literatura mediúnica, questionando sua veracidade no Brasil, embora haja grande aceitação dos ditados mediúnicos no movimento espírita, independentemente daqueles cuidados previstos por Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo e na Revista Espírita.

   

A terceira palestra ficou a cargo de Cristiane Amaral, que tratou das religiões - "o ópio do povo". A palestrante teceu considerações sobre a origem das religiões terrenas, que têm como corolário as necessidades, interesses e ambições humanos.

Assim, ao final da manhã iniciaram-se as atividades de psicopictografia (pintura mediúnica), com o médium Florêncio Anton, que fez breve apresentação sobre a técnica de que os Espíritos se utilizam para realizarem seu trabalho.

Vários gênios da pintura se apresentaram, tais como Claude Monet, Pablo Picasso, Tarsila do Amaral, Vincent Van Gogh, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Edouard Manet, John Sargent, Henri Toulouse-Lautrec e até Cândido Portinari, cujo centenário se celebrou em 2003.

Cada artista ratificou em seus trabalhos as suas performances temáticas e estilísticas, comprovando, assim, a sua autenticidade e a certeza, conforme preconiza o Espiritismo, da imortalidade, e da comunicabilidade dos Espíritos..

Após o intervalo para almoço, Isabel Uchôa, Euder Ribeiro e o estreante Alberto de Carvalho brindaram o público com o importante painel "Kardec - Hoje e Sempre". O tema exigiu grande responsabilidade dos expositores, uma vez que o Codificador do Espiritismo vem sendo deixado no ostracismo pelas instituições espíritas na atualidade.

Encerrando as atividades, a venda das obras pictografadas teve parte de sua renda revertida para a reforma do telhado do Teatro Espírita Leopoldo Machado.

Antes, porém, Carlos Bernardo Loureiro fez a última palestra da tarde tocando em mais um tema polêmico: a investida de psicólogos, psicanalistas, neurolingüistas no campo espírita, sem quaisquer bases, transformando Freud e Jung em dois debilóides que pretenderam, alucinadamente, conhecer a natureza humana, "dando com os burros n'água".

No encerramento, redigiu-se um manifesto ao movimento espírita, propugnando pela vitalidade e pureza da Doutrina Espírita, em sua interpretação, pelos que jamais saberão o que é o Espiritismo

 

Veja as melhores fotos do Seminário

Leia o Manifesto ao movimento espírita

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