Fenômenos
Espíritas* A Morte e O Duplo |
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MORTE E O DUPLO
O tema não é novidade para os estudiosos da Doutrina Espírita. Autores vários trataram-no com detalhe e inequívoca propriedade, oferecendo-nos assim, preciosos e substancias subsídios. Pinçamos, dentre esses autores, alguns não muito conhecidos nos arraiais espiritistas, sobressaindo-se, preliminarmente, FLORENCE MARRYAT. Em sua obra “ THE SPIRIT WORLD”, insere-se 0 seguinte caso: Entre as minhas mais caras amigas figura uma jovem das altas classes
da aristocracia, moça dotada de faculdades medianímica
maravilhosas – apesar de só ser conhecida por amigos raros
e íntimos, por causa dos eternos preconceitos... Há alguns
anos, teve ela a desdita de perder a irmã mais velha, aos vinte
anos de idade, arrebatada por uma tremenda pleuris. Edith ( é
o nome que lhe darei) não em ESTODO DE CLARIVIDÊNCIA, assistiu
ao processo de separação do espírito do corpo.
Contou-me ela que, durante os últimos dias de sua vida terrestre,
a pobre doente se tinha tornado irrequieta, superexcitada, e que em
delírio, constantemente se mexia na cama, pronunciando frase
e palavras sem nexo. Foi então que começou Edith a lobrigar,
como névoa, uma espécie de fumaça que se lhe formava
em torno da cabeça, onde, condensando-se e rarefazendo-se gradualmente,
terminou por assumir as proporções, as formas e os traços
da imã moribunda, a tal ponto que lhe reproduzia todas as linha
e aspectos.
O editor da LIGHT DADID GOW foi à casa de DOROTHY MONK, a fim de discutir com as testemunhas sobre o fenômeno que haviam presenciado.
1 – Emanação proveniente do corpo do moribundo de uma substância semelhante ao valor que se condensa e paira sobre o mesmo, tomando-lhe a forma e aparência; 2 - A intervenção de entidades, geralmente familiares e amigos do moribundo, que vêm assistir o Espírito na crise suprema. Em seguida, o autor de “ A CRISE DA MORTE” evoca o testemunho de outros que pela atividade que exerciam, puderam conviver constantemente com o fenômeno de “BILOCAÇÃO NO LEITO DE MORTE”. Entre esses autores figura a enfermeira diplomada JOY SNELL, que escreveu “THE MINISTRY OF ANGELS”, onde se lê: “Quando me fiz enfermeira, profissão
em que permaneci durante vinte anos, tive ocasião de Eis o que o Espírito GEORGE PELHAM respondeu ao DR. RICHARD HODGSON (da Sociery for Psychical Research – SPR), através da médium LEONORA PIPER (1857-1350): “Não acreditava na sobrevivência da alma. Esta crença estava fora daquilo que a minha inteligência não podia conceber. Hoje pergunto a mim mesmo como me foi possível dela duvidar. Temos um DUPLO FLUÍDICO DO CORPO FÍSICO, que persiste, sem qualquer alteração, depois da dissolução do corpo”. “THE METAPSYCHICAL MAGAZINE”, DE Londres, Inglaterra, referente ao número de outubro de 1896, citado por Bozzano, transcreve o relato de um missionário de retorno do arquipélago de Taiti: “No momento da morte, os aborígenes acreditam que s alma se retira para a cabeça, para daí exteriorizar-se. Desde que o moribundo deixa de respirar, uma espécie de vapor se desprende da cabeça e se condensa a pequena distância sobre o corpo, ao qual fica ligado por meio de um cordão formado da mesma substância. Esta substância aumenta consideravelmente de volume e toma os traços do corpo de que sai. Quando, enfim, este se torna gelado e inerte o cordão se dissolve e a alma, então livre, voa no meio de mensageiros invisíveis que parecem assisti-la”. Notável poder de observação dos aborígenes do Taiti, revelando, nos mínimos detalhes, o processo de desencarnação. Identifica-se, plenamente, com as descrições dos videntes do mundo civilizado, sobre os trâmites da separação definitiva do PERISPÍRITO do CORPO FÍSICO. Acresce um singular detalhe: O registro de mensageiros espirituais, que interveem,
assistindo o Espírito do moribundo durante a “CRISE DA
MORTE”. Essa concordância, vem autenticar o valor científico
das revelações acerca da perturbadora transição
do Espírito para a esfera imponderável. A objetividade
do fenômeno consubstancia, por outro lado, a realidade do desdobramento
fluídico. DR ALFRED ERNY, pesquisador francês, autor de “PSYCHISME EXPÉRIMENTAL”, oferece-nos o seguinte relato sobre o fenômeno em questão: “O ESPÍRITO SAI DO CORPO PELO CRÂNIO”. Os vidente notaram que logo após esta saída, uma nuvem vaporosa se eleva acima da cabeça, e tomando a forma humana condensa-se pouco a pouco, assemelhando-se ao morto cada vez mais”. No rol das pesquisas pré-Kardecianas, assume notoriedade o trabalho desenvolvido pelo médium norte-americano ANDREW JACKSON DAVIS. Eis o que observou durante a desencarnação de uma velha senhora, fato incluído em seu livro “GRAND HORMONY”. “O processo começa por uma concentração
no cérebro, que se tornava cada vez mais
“Em março de 1861” - escreve o Professor CESARE LOMBROSO na obra “RICERCHE SUI FENOMINI IPINOTICI E SPIRITICI” - , “MUMLER, gravador de casa BIGELOW BROS & KERMAND, que dedicava suas horas de folga à fotografia, viu certa vez aparecer em umas das suas provas uma figura estanha ao grupo que fotografara”. Estranhou o fato. Mas, uma segunda prova não mudou o resultado. Esta seria, conforme Cesare Lombroso, a primeira fotografia espiritista ou transcedental. O acontecimento causou grande sensação. Mumler foi assediado por pessoas que vinham de todas as partes, levando-o a abandonar a profissão de gravador a abrir um estúdio em Nova Iorque. Mais tarde, o fotógrafo seria julgado sob acusação de bruxaria e fraude, sendo absolvido por falta de provas. O editor DOW, de Boston (U.S.A), tinha entre
os empregados uma jovem a quem era afeiçoado e que morreu aos
27 anos de idade. Sete dias depois de sua morte, um médium lhe
disse que uma bela jovem queria vê-lo e oferecer-lhe rosas que
tinha nas mãos. Quando Dow esteve com HENRY SLADE, este escreveu
automaticamente – “Estou sempre convosco”. E a seguir
a assinatura da morte. “Hoje terá você meu retrato. Estarei perto de você, apoiando a mão em seu ombro e com uma coroa de flores na cabeça”’. E assim aconteceu. Ao revelar a chapa fotográfica, lá estava, nitidamente, a jovem na pose anunciado. O casal Mumler jamais vira a amiga de Dow...
AS EXPERIÊNCIAS DE ALBERT DE ROCHAS Segundo as pesquisas de EUGENE-AUGUSTE-ALBERT – Conde DE ROCHAS D’AIGLUN, as fotografias espiritista classificam-se: A –retratos de entidades espiríticas,
invisíveis em condições normais; Conquanto haja concordância quanto ao processo da transição, o Espírito fica em estado particular de perturbação, cuja duração depende do estádio moral do desencarnado. Eis, a propósito, o que sentenciou o Espírito FELÍCIA SCATCHERD, estudiosa, quando encarnada, dos FENÔMENOS DE ECTOPLASMIA:
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*Textos extraídos do livro "Dos Raps à Comunicação Instrumental", de Carlos Bernardo Loureiro
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