Fenômenos
Espíritas* Levitação |
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A
LEVITAÇÃO
É o fenômeno em que, graças à AÇÃO DOS ESPÍRITOS, que se valem dos FLUIDOS de ENCARNADOS e DESENCARNADOS, LEVITAM, suspendem, elevam, total ou parcialmente coisas ou seres humanos ou mesmo animais. (JOÃO TEIXEIRA DE PAULA, in: “DICIONÁRIO DE ESPIRITISMO, METAPSÍQUICA E PARAPSICOLOGIA”).
A história registra uma série interminável de casos de levitação, que, por não serem entendidos, foram considerados milagrosos. Destaca-se, então, a levitação de JESUS sobre as águas, causando espanto aos seus incrédulos discípulos. Eis como MATHEUS relata o fenômeno: E logo
ordenou JESUS que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem
adiante para a outra margem enquanto despedida a multidão. Atribuir
a esse fato o rótulo de milagre, é negar sem qualquer análise,
os intrigantes poderes psíquicos do MESTRE DE NAZARÉ, que,
ao correr de seu apostolado neste orbe, provocou outros e grandiosos fenômenos,
em que se destacam as materializações de MOISÉS e
ELIAS no MONTE TABOR, servindo de médiuns três de seus discípulos
. Foi a primeira e singular sessão de ectoplasmia na história
da fenomenologia espiritual, feita à luz das estrelas...E naquela
extraordinária oportunidade, o incomparável RABI transfigurou-se,
projetando, radioso, o PERISPÍRITO, com o qual iria se apresentar,
após a desencarnação, aos apóstolos. Trazia
ele as marcas indeléveis da crucificação, constatadas
por TOMÉ, que então evidenciava, experimentalmente, o que
seria, séculos depois, uma das mais fecundas áreas de pesquisa
da CIÊNCIA ESPÍRITA. Deve-se
observar que Epes Sargent, assim como a maioria dos investigadores desse
fenômeno, admitem a levitação apenas para “CORPOS
HUMANOS”.
Os casos mais notáveis de LEVITAÇÃO na era moderna, segundo Willian Crookes, são atribuídos a DANIEL DUNGLAS HOME. O cientista e pesquisador inglês investigou, à saciedade, a faculdade mediúnica de D. D. Home, afirmando, posteriormente: “Rejeitar
a evidência dessas manifestações, equivale a rejeitar
todo o testemunho, qualquer que ele seja, porque não há
fato na história sagrada ou profana que se apóie em prova
mais imponente”. “Home, que estava em transe havia algum tempo, depois de ter passado pelo quarto, dirigiu-se para a sala vizinha. Nesse momento, veio assustar-me uma comunicação. Ouvi uma voz murmurar-me ao ouvido: “Ele vai sair por uma janela e entrar pela outra” ’. “Completamente
aturdido com o pensamento de uma experiência tão perigosa,
dei parte aos meus amigos do que acabava de ouvir, e não era sem
ansiedade que esperávamos a sua volta. Percebemos então
que se levantava a vidraça da janela do outro quarto, e quase imediatamente
VIMOS HOME FLUTUAR NO AR, POR FORA DA NOSSA JANELA. A lua dava em cheio
no quarto e, como eu estava com as costas voltadas para a luz, o peitoril
da janela projetava sombra na parede que me ficava fronteira. VI ENTÃO
OS PÉS DE HOME SUSPENSOS POR CIMA, A UMA DISTÂNCIA DE CERCA
DE SEIS POLEGADAS. Depois de ter ficado nesta posição durante
alguns segundo, levantou a vidraça, resvalou para o quarto com
os pés para a frente e veio sentar-se. Lorde Adare passou então
para o outro aposento e, notando que a vidraça da janela, pela
qual ele acabava de sair, estava erguida tão somente até
dezoito polegadas (aproximadamente meio metro) de altura, exprimiu a sua
surpresa de que Home tivesse podido passar por essa abertura. O médium,
sempre em transe, respondeu: ‘Vou mostrar-vos’ ”.
“Home foi levantado da cadeira, e peguei—lhe nos pés enquanto ele, flutuava por cima de nossas cabeças” – carta do Conde LÉON TOLSTOI á sua mulher, 17 de Junho de 1866. Em uma sessão em São Petesburgo, com as presenças de ilustres personalidades, D. D. Home anunciou que se sentia levantado. O SEU CORPO TOMA A POSIÇÃO HORIZONTAL e é transportado, com os braços cruzados sobre o peito, até ao meio da sala. Depois de ter ficado aí quatro ou cinco minutos, é reconduzido ao seu lugar, transportado da mesma forma. (trecho extraído da Ata dessa sessão, redigida pelo KARPOVITCH, na residência da Baronesa TAOULEI).
“Durante essas elevações ou levitações, nada sinto em particular em mim, exceto a sensação de costume, cuja causa atribuo a uma grande abundância de eletricidade nos meus pés. Não sinto mão alguma que me sustenha e, desde a minha primeira ascensão, deixei de ter receio, porto que, se eu tivesse caído de certos tetos, a cuja altura fora elevado, não teria podido evitar ferimentos graves”. “Sou em geral levantado perpendicularmente, com os braços hirtos e erguidos por cima da cabeça, como se quisesse agarrar o ser invisível que me levanta suavemente do solo. Quando chego ao teto, os pés são levantados até ao nível da cabeça e acho-me como que numa posição de descanso. Tenho ficado muitas vezes assim suspenso durante quatro ou cinco minutos”. DANIEL DUNGLAS HOME tinha a certeza que as levitações e os demais fenômenos, eram produzidos pelos Espíritos às expensas de sua portentosa faculdade mediúnica.
“Um
dia (30 de Junho de 1870) senti que a minha cadeira se afastava da mesa
e virava-se no canto onde eu estava sentado, de modo que fiquei com as
costas voltadas para o círculo e a frente para o ângulo da
parede. Em seguida, a cadeira foi levantada do chão até
uma altura que, segundo o que pude julgar, havia de ser 30 a 40 centímetros.
A cadeira ficou suspensa alguns instantes e então senti que a deixava
e continuava a subir com um movimento muito suave e vagaroso. Não
tive nenhum receio e não senti mal-estar. Tinha perfeita consciência
do que se passava e descrevia a marcha do fenômeno aos que estavam
sentados à mesa. O movimento era muito regular e pareceu-nos bastante
duradouro antes de ter finalizado. Estes arrazoados ficariam ainda mais lacunosos se não tratassem das levitações de EUSÁPIA PALADINO, médium italiana, nascida e criada em Nápoles. A inúmeras experiências submeteu-se essa mulher rude, contribuindo substancialmente para o enriquecimento do acervo das pesquisas espíritas.
DR. ERCOLE CHIAIA submeteu à apreciação dos coordenadores do congresso Espírita de 1889 a relação de experiências que fizera, em Nápoles, com EUSÁPIA PALADINO. A médium estava em transe, e a luz fora diminuída a seu pedido. “No
fim de alguns instantes, durante os quais só se ouvia ranger habitual
dos dentes da médium em letargia, Eusápia, em vez de conversar,
como sempre, em muito mau vasconço napolitano, começou a
falar em puro italiano, pedindo às pessoas sentadas ao seu lado
que lhe segurassem nas mãos e nos pés. Depois, sem ouvirmos
qualquer atrito nem o movimento da sua pessoa, ou mesmo a mais rápida
ondulação da mesa em volta da qual nos achávamos,
os SRS OTERO e TARSI , os mais próximos da médium, foram
os primeiros a perceber uma ascensão inesperada. Sentiram que seus
braços se levantaram muito devagar, e, não querendo por
forma alguma largar as mãos da médium, tiveram que acompanhá-la
na sua ascensão”.
O relatório
das experiências de Milão, coube ao pesquisador russo ALEXANDRE
AKSAKOF, assinado por GIOVANE SCHIAPARELLI, diretor do Observatório
Astronômico de Milão; DR CARL DU PREL, doutor em filosofia,
de Munique(Alemanha); ANGELO BROFFERIO, professor de Filosofia; DR CHARLES
RICHET, professor na Faculdade de Medicina de Paris; DR CESARE LOBROSO,
professor na Faculdade de Medicina de Turim(Itália). “A médium que estava sentada numa extremidade da mesa, fazendo ouvir grandes gemidos, foi levantada com a sua cadeira e colocada com ela em cima da mesa, sentada na mesma posição, tendo sempre as mãos seguras e acompanhadas pelas das pessoas que lhe estavam próximas”.
EUSÁPIA PALADINO foi á Varsóvia (Polônia) no fim do ano de 1983, lá permanecendo durante o mês de janeiro de 1894. Nesta oportunidade, vários fenômenos de levitação aconteceram, entre os quais pinçamos o que foi narrado pelo DR JULIEN OCHOROWITZ, Professor de Psicologia na Universidade de Lemberg e Diretor do Instituto de Metapsíquica de Paris: “Um fato raro e surpreendente, foi a levitação da médium, com a sua cadeira, para cima da mesa, sempre agarrada pelas mãos e pelos pés. Em outra oportunidade, disse Eusápia em francês correto (língua que ela não conhecia): “Levantarei a minha médium ao ar”. “E, na realidade, foi levantada. Passando a mão por baixo de seus sapatos, pude constatar que entre estes e o soalho havia uma distância de várias polegadas”, observou Ochorowitz. Finalmente,
Eusápia Paladino vai a Agneles, na França, onde ficava a
casa de campo do Dr. Ochorovitz, realizando, ali, memoráveis sessões
de levitação, sob a supervisão do professor polonês,
do Coronel ALBERT DE ROCHAS, o DR DARIEX, diretor da Revista “Annales
des Sciences Psychiques” e outros.
O livro “O ESPIRITISMO COMTEMPORÂNEO” (Livraria Clássica Editora – Lisboa, 1ª edição), o DR A . A . MARTINS VELHO sugeriu a teoria seguinte, que elucidaria, segundo ele, o fenômeno da LEVITAÇÃO. “Se colocarmos este por baixo do prato do pesa-cartas, verificar-se-à que o ferro ‘AUMENTOU DE PESO’. E todavia a densidade do ferro ‘NÃO MUDOU’, porque a sua massa ‘NÃO SE ALTEROU’. “As leis que regulam a gravidade não se alteraram, nem se destruíram; simplesmente à força da gravidade opôs-se uma outra força ‘QUE A AJUDOU’ num caso e a ‘contrariou’ OU ‘RECOMPENSOU’ no outro. “É
o que se dá com a LEVITAÇÃO do corpo humano. Ao peso
do corpo humano resultante da gravidade opôs-se uma outra força
aproximadamente igual que permitiu ao corpo flutuar ou elevar-se na atmosfera.
Outras teorias tentaram, por seus respectivos turnos, elucidar os trâmites enigmáticos da LEVITAÇÃO. Eis, à reflexão do prezado leitor, uma dessas teorias: Parece
lógico que, durante a levitação, os médiuns
constroem por baixo do corpo ou ao seu redor um campo de transporte (uma
espécie de BOLHA BIOPLASMÁTICA). Esse campo, então,
deve liberar efeitos antigravitacionais, misturando-se com o campo gravitacional
da Terra e neutralizando-o desta forma. Os defensores
dessas postulações, citam o médico e pesquisador
JUSTINUS KERNER, que notou na médium FREDERICA HAUFFE (A VIDENTE
DE PREVORST) tratada por ele, perdas de peso Paranormais. No “estado
magnético”, essa médium não podia tomar banho,
porque ficava FLUTUANDO como uma rolha na superfície da água,
pesando menos que a água... De nossa parte, resta-nos parafrasear o aforisma Shakespereano: HÁ MUITO MAIS ENIGMAS “LEVITANDO” ENTRE O CÉU E A TERRA DO QUE SONHA NOSSA VÃ FILOSOFIA
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*Textos extraídos do livro "Dos Raps à Comunicação Instrumental", de Carlos Bernardo Loureiro
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