Allan
Kardec, O Bom Senso Encarnado |
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(Por Carlos Bernardo
Loureiro) |
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| LA REVUE SPIRITE
O primeiro número da Revue saiu 1º de Janeiro de 1858. Essa revista iniciaria, em terras francesas, preliminarmente, e depois em vários países da Europa, a difusão sistemática da novel doutrina dos Espíritos. E a sua história é contada por Allan Kardec em “OBRAS POSTUMAS”. Em princípio, ao lhe acudir a idéia de fundação de uma revista, o que certamente, um meio notável de penetração dos postulados espíritas na sociedade, levou-a ao conhecimento Espíritos tutelares da Codificação. E o encontro se verificou na residência do casal Dufaux, em Paris, quando Allan Kardec expõe, ao Espírito que se manifestou pela Sra. Dufaux, os seus planos, solicitando orientação. O comunicante ponderou que a idéia era boa, mas seria preciso deixá-la amadurecer mais, Kardec, porém, insiste argumentando que outros poderiam antecipar-se, no que o Espírito retrucou, simplesmente: Adianta-te! Mas o Codificador, apesar de seu
desejo imediato de lançar a revista, faltava-lhe tempo, bem como
recursos financeiros, para a concretização do importante
empreendimento. Nesse instante o Espírito, sentindo a grandiosidade
do objetivo, passou a o incentivar, animando-o, sem prevenir a ninguém,
lançando-a a 1º de janeiro de 1858.
Dava o Codificador, assim, mais uma prova inequívoca do amor à causa do Mestre Jesus, lutando, com suas próprias forças e parcos recursos, para a consolidação do ideário espiritista, embora com inauditos sacrifícios. Mas, os bons e esclarecidos Espíritos, sob a égide do Paracleto, sempre estavam a seu lado, infundindo-lhe confiança e, sobretudo, a certeza de que a missão em que estava empenhado lhe fora atribuída por desígnio superior. E Allan Kardec, com a humildade que caracteriza os Espíritos de escol, jamais prescindiu do auxílio do Alto. Estas são as suas palavras comoventes, dirigidas ao senhor: “Senhor, se vos dignastes
a lançar os olhos sobre mim, para satisfazer os vossos desígnios,
seja feita a vossa vontade. A minha vida está em vossas mãos,
disponde do vosso servo”. O termo PARÁKLETO é encontrado nos escritos joaninos, XIV:15 e 26. Se me amais, guardais os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, por que não o vê nem o conhece. Mas vós o conhecereis, por que ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de modo de tudo o que vos tenho dito.
COMO SE REALIZAVAM AS REUNIÕES NA SPEE O objetivo da Sociedade não consistia, apenas, em desenvolver a pesquisa em torno os princípios da Ciência Espírita; ia muito mais longe: estudava as suas naturais consequências. Quanto às evocações, a sua técnica revestia-se de aspecto um tanto inédito. A sala mantinha-se no escuro a fim de que a aura dos presentes fosse bem vista (hoje, a Ciência Biofísica pôde fotografar o rastro esbranquiçado, deixado pelo corpo humano em noite escura, e que se explica pelas ondas de energia calorifica do corpo, precisamente pelas emanações infravermelhas). A assembléia se colocava em atitude de recolhimento, murmurava uma prece a Deus para que Ele permitisse a vinda do Espírito evocado. Todos os assinantes seguravam-se pelas mãos, lembrando a cadeia da união de certas lojas maçônicas. Entoavam-se cânticos. Era tudo Ciência e Música (é de lembrar-se o profundo amor de Allan Kardec pela Música), exaltação de alma, pureza moral e espiritual. Após esses preliminares, é que a sessão se iniciava. E perguntamos: haveria fenômenos de efeitos físicos nesses reuniões? As críticas não faltaram a esse tipo de comunicação com os mortos. Allan Kardec e os integrantes da SPEE passaram a ser alvo de ataques e chacotas. O Codificador tomara por norma de conduta não responder a essas provocações. Entretanto, quando o adversário portava-se com lisura e boa fé, ele respondia com o seu proverbial equilíbrio e bom senso: Apesar do ridículo que lançais sobre um assunto muito sério do que pensais – disse ele a um certo Oscar Commettam, que tinha escrito no jornal Siècle contra o Espiritismo – tenho o prazer de reconhecer que, embora atacando princípios, salvaguardais as conveniências pela urbanidade das formas. Observa-se que Allan Kardec era sensível à urbanidade das formas, isto é, à educação. Mas, também, sabia ser irônico: Para certas pessoas, é lamentável que não se possa pôr os Espíritos em garrafão para observá-los à vontade. Recebia, por outro lado, na SPEE, mensagens de várias partes do mundo, incentivando-se a prosseguir na abençoada tarefa de divulgar, por todos os meios lícitos, a Doutrina dos Espíritos. Um correspondente de Lima(Peru),
por exemplo, assim lhe escreveu: Com certeza admirareis, como eu,
esta conclusão, partida da boca de um selvagem e o sentimento de
fraternidade que surgiu nele, ao assimilar a ética transcendental
da reencarnação. Textos anteriores As Experiências Paranormais de Denizard Rivail O Pseudônimo Allan Kardec, motivo de inquirição judicial Novos textos de pesquisa sobre Kardec serão divulgados nesta página. Aguarde!
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