Auto-Ajuda,
um Negócio da China! |
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Autores há que vêm enriquecendo com livros sobre auto-ajuda. Não só no Brasil, mas em várias partes do mundo. Ao lado desses pseudos trabalhos destacam-se obras de aconselhamento relativas aos procedimentos para que a pessoa seja feliz. Muita gente vem se enganando e enganando a outrem sem quaisquer escrúpulos. Na reportagem da Revista Veja de 9 de novembro de 2005 há referências aos bilhões de dólares de livros do gênero que vêm sendo vendidos nos EUA. Pergunta-se: a auto-ajuda funciona? Certamente que não. Segundo se insere na referida revista, o jornalista Steve Salerno enfatiza o seguinte: se a auto-ajuda resolvesse mesmo os males da alma, por que as vendas de antidepressivos explodiram ao mesmo tempo que as desses livros? Ademais, sobressaem-se os gurus – aqueles indivíduos que não conseguem resolver seus problemas e querem resolver os dos outros. Trabalhando como nós trabalhamos há quase 40 anos no Teatro Espírita Leopoldo Machado, enfrentando toda a sorte de pessoas com graves problemas de desajustes emocionais e psicológicos, poderíamos descrever também um trabalho sobre a auto-ajuda, mas não o faremos nunca porque não vimos até hoje uma pessoa com processo obsessivo ter condições de se auto-ajudar. Antes de vir ao TELMA, entopem essas pessoas de medicamentos psiquiátricos que as deixam completamente sedadas, chegando mesmo a babar. Tornam-se pessoas humilhadas, dependentes e sem saberem (coitadas) onde se encontram e por que se encontram, trazidas compulsoriamente pelos seus parentes ou amigos. Afinal de contas, o que é auto-ajuda? O que é a busca da felicidade? O que é o amor? O que é a fraternidade? O que é a solidariedade? O que é a compreensão? Será que todos sabem o que significam essas expressões? Temos a certeza que não, infelizmente. Por exemplo, a busca da felicidade, onde ela está? E como ela pode ser realmente encontrada? É dentro da pessoa? É fora da pessoa? Ou é uma “dádiva divina”? São essas bobagens que vêm infestando o próprio movimento espírita brasileiro. As próprias editoras espíritas não lançam mais livros de estudo, de pesquisa, mas os de auto-ajuda, porque vende milhões de reais e de exemplares. Ora, uma editora espírita, pressupostamente, não deveria ter lucro. Ou, então, ter um lucro que possa mantê-la. Mas querem faturar alto à custa do desespero daqueles que se aproximam do movimento espírita na esperança de resolverem os seus traumas, as suas depressões, até mesmo as suas psicoses que têm como motivo, não raramente, a OBSESSÃO. A propósito, as casas espíritas não fazem mais desobsessão. Afirmam os “espíritas” que tudo é da cabeça das pessoas. Isso quer dizer que essas criaturas não crêem no Espírito, mas simplesmente na cabeça... Indicamos, finalmente, a leitura
da Revista Veja supracitada, e aí as pessoas vão ter uma
idéia de quanto a dor, o sofrimento, o desespero, a angústia,
propiciam bilhões de dólares e bilhões de reais aos
espertos, aos oportunistas, aos pseudo-espíritas. O negócio
é faturar, mesmo que seja às expensas do sofrimento dos
irmãos em Jesus. |
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