Pobre
Kardec... |
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Vêm afirmando, por aí, que o Espiritismo tem dogmas (1) e ritos (liturgia) (2). Nós não mais iríamos refutar tão primárias idéias; entretanto, temos o dever impostergável de defender a Doutrina que abraçamos há quase 40 (quarenta) anos. É claro que pessoas como nós outros sofrem porque exercem o senso crítico, assim como o fez Jesus, levando-o às últimas conseqüências. Kardec também foi um dos que mais exercitaram essa faculdade diante dos impropérios emitidos por tresloucados indivíduos, que se julgavam os donos absolutos da verdade. Aqui no Brasil, destacam-se as figuras de J. Herculano Pires, Leopoldo Machado, Cairbar Schutel, Carlos Imbassahy, até mesmo Philomeno de Miranda, que, ainda encarnado, escreveu um livro refutando Humberto Rohden quando este escreveu uma obra sobre “por que não sou espírita”. Philomeno, inteligentemente, escreveu a defesa do Espiritismo, intitulando seu opúsculo de “Por que sou espírita”. Não há registros de terem chamado esses dedicados defensores do Espiritismo de desequilibrados fora dos arraiais espiritistas. Quanto ao movimento espírita, alguns desses ilustres intelectuais foram tachados de obsidiados, desequilibrados e mal amados. O professor Herculano Pires sofreu horrores depois daquele livro “Curso Dinâmico de Espiritismo”, cuja leitura sugerimos aos detratores dos críticos. Esse pessoal adora criticar o crítico, mas o crítico não pode criticá-lo (!!?). Desse modo, a reencarnação, a imortalidade e a comunicabilidade com os Espíritos não são dogmas, são princípios. Dogmas são criados pelos homens. Aqueles princípios têm seus fundamentos em processo existencial. Não foram criados por Kardec, nem por homem nenhum e nem tampouco são impostos aos espíritas. Agora, se um católico não aceitar as penas eternas, virgindade de Maria e Jesus, deixarão, conseqüentemente, de professar o Catolicismo. Isso é dogma. Outra questão que se impõe: a mediunidade é um dogma? E a mediunidade é o fulcro da comunicabilidade dos Espíritos. Há médiuns, por aí, que exercem a mediunidade de pintura. Será que os Espíritos agem dogmaticamente sobre esses médiuns, obrigando-os a recebê-los? Ademais, esse trabalho de pintura mediúnica não confirma a imortalidade e a comunicabilidade? Se não for assim (não foram provadas como a reencarnação), quer dizer que esses médiuns estão fraudando. Ou mais exatamente, estão fingindo que recebem Espíritos... Voltemos à reencarnação. Os que alegam que ela ainda não foi provada certamente o fazem por ignorância. E logo no próprio movimento espírita. Minha gente, não são mais os religiosos que negam a reencarnação, são os próprios espíritas!!!!! O que falta, na verdade, a esses “espíritas” é a inteligência e o estudo, porque existem notáveis pesquisadores no campo da paligenesia que já provaram a reencarnação, a exemplo de Barnajee, Ian Stevenson e aqui no Brasil o dedicado pesquisador Hernani Guimarães Andrade, fundador do IPP – Instituto de Pesquisas Psicobiofísicas – em São Paulo. Por outro lado, os espíritas, negando a reencarnação destroem praticamente todo o processo da lei de causalidade e da própria evolução. Vejam em que apuros essas criaturas se meteram. Negam, então, tudo que pregam e tudo que tentam passar para os seus deslumbrados ouvintes. Ainda bem que a platéia desses espíritas não é espírita. Para finalizar, citamos Kardec,
quando diz que nada no Espiritismo é definitivo, pois, se em algum
momento a Ciência avançar e provar que alguma idéia
espírita é equivocada, nós, espíritas, deveríamos
seguir a Ciência. Questiona-se: onde estão os dogmas? Não
foi sem razão que Camille Flammarion disse que Kardec era e é
o bom-senso encarnado, diferente de pessoas que são encarnadas,
mas não têm bom-senso. Equipe do site. (1) Segundo o dicionário da Língua Portuguesa do MEC, dogma significa “ponto fundamental de uma doutrina religiosa. Pode-se discutir um dogma, não, porém, negá-lo. Dogmático: autoritário, imposição de idéias. Dogmatista: pessoa de idéias autoritárias” (2) Segundo o dicionário Houaiss, liturgia siginfica “o conjunto dos elementos e práticas do culto religioso (missa, orações, cerimônias, sacramentos, objetos de culto etc.) instituídos por uma Igreja ou seita religiosa” Opinião: |
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