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Casamento em Centro Espírita
 

Realizou-se no mês de Julho de 2005 um “casamento” em um centro espírita (!) na cidade de Salvador-BA. O “matrimônio” foi oficiado pelo dirigente da instituição, achando-se no direito de levar a efeito o evento, sacramento específico da Igreja Católica, prescrito pelo Direito Canônico. Desse modo, não há como justificar tal procedimento no âmbito das casas espíritas, que não seguem qualquer tipo de liturgia.

Os dirigentes espíritas, a propósito, não estão investidos de qualquer autoridade, tendo em vista que o movimento espírita é sociologicamente anárquico, isto é, não possui direção central e regional. As federações espíritas não têm força normativa e institucional para determinar algum tipo de conduta ou procedimento administrativo e doutrinário às casas que lhe são adesas e não filiadas. As federações, na verdade, surgiram por iniciativa de grupos de espíritas, e não em função de um processo consensual por parte das casas.

Consideramos uma temeridade a adoção dessa medida extremamente esdrúxula e comprometedora do próprio Espiritismo, que não é, em nenhuma hipótese, uma religião, mas uma Ciência, uma Filosofia de conseqüências morais. A expressão religião espírita é absolutamente imprópria, e somente usada no Brasil, país eminentemente místico e sempre controlado religiosamente pelo ultramontanismo.

O problema é que se criou, ao lado da Doutrina Espírita, um outro “espiritismo”, por força do trabalho de um grupo de Espíritos católicos que se aproveitaram da ignorância dos médiuns para ditarem verdadeiros absurdos com base na Teologia, além de terem criado o céu, o purgatório e o inferno, para onde vão os espíritas que neles acreditarem.

Além do mais, endeusaram os médiuns e os espíritos, tornando a Doutrina politeísta. Espíritos e médiuns viraram “santos”, entronizados nas próprias casas espíritas.

Embora o tal dirigente, catolicamente espírita, tenha alegado que na Revista Espírita (coitado de Kardec) haja referência ao Espiritismo como religião, é uma deslavada mentira. O que Kardec realmente disse na referida revista é que o Espiritismo poderia ser uma religião, MAS FILOSOFICAMENTE.

Filosoficamente, Kardec quis dizer que qualquer grupo de pessoas que se reunisse com um objetivo único poderia ser considerado uma religião, pela comunhão de pensamentos.

Nem Deus sabe o que vem por aí: batizado, hóstia, água benta, primeira comunhão, crisma, missa de corpo presente, encomendação de defunto, extrema unção e batina. E os sinos, para chamar os fiéis na hora do ângelus, isto é: a missa das seis horas.

A propósito, não haverá mais reuniões doutrinárias nos centros, mas missas e aulas de catecismo, onde se pregará a virgindade de Maria, a absolvição dos pecados e a preparação dos fiéis para o advento do Juízo Final, como já está acontecendo.

É por essas e outras, principalmente por essas, que indagamos: quem trouxe o Espiritismo para o Brasil? Deve ter sido algum Espírito que não conhecia a natureza e o temperamento dos brasileiros. Reparem que nenhum, mas nenhum mesmo, Espírito de escol já se comunicou no Brasil, a exemplo de: Platão, Sócrates, Crookes, Lombroso, Ochorowicz, Bozzano, Richet, Dellane, Gibier, Zöllner, Geley, Manuel Porteiro, Faraday, Thomas Edson, Raudive, Rhine e outros não menos importantes.

A maioria dos Espíritos que se comunica no Brasil é desconhecida. Eles ganharam notoriedade aqui mesmo. Viraram celebridades.

Cuidado com a subjugação.

Equipe do Site

 
 
 
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