PARANORMALIDADE |
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Julguei que se tratava de um trabalho realmente científico, à base, pois, de criteriosas pesquisas abnormais desenvolvidas por eminentes investigadores dos fenômenos parapsicológicos, metafísicos e psicotrônicos. O pior é que o Sr. entregou o trabalho, ao que parece, a um desconhecido psicólogo que jamais, obviamente, realizou quaisquer pesquisas no campo da parapsicologia. Por que, como psicólogo, não incluiu na supracitada revista as idéias espíritas de Jung? Ele foi excelente médium. Em escrita automática, tomado, então, por Espíritos, elaborou, em 3 dias, um livro nitidamente mediúnico – “Os Sete Sermões aos Mortos”. Será que aquele ilustre psicólogo enganou a si mesmo e a todo mundo? E Freud, numerologista convicto, escreveu, por seu turno, um livro sobre telepatia (fenômeno psi-gama) que o levou, certamente, a pelo menos estudar a percepção extra-sensorial, conforme preceituam o Dr. J. B. Rhine e sua esposa Louise, além de W. Macdougall, Pratt, Zenner etc. Além do mais, todos os textos (fracos) da Revista são, flagrantemente, tendenciosos e, alguns, primam pelo deboche, desnecessário e nada ético. A questão, por exemplo, do “O Mito do Sósia Fantasma”, é ridícula a sua abordagem. Os seus autores desconhecem, com certeza, os trabalhos do Dr. Maximilian Perty (pioneiro no estudo e pesquisas dos “homens duplos”) e Alexandre Aksakoff. Finalmente, por que a Revista não mandou analisar os resultados das sessões paranormais desenvolvidas por William Crookes? Marie Currie (prêmio Nobel de Química e de Física)? Faraday? Thomas Edson? Thomas Mann (prêmio Nobel de Literatura)? Bergson? Charles Richet (prêmio Nobel de Medicina)? Olcott, v.g., realizou notáveis pesquisas de materialização de Espíritos, no Canadá. Depois, bandeou-se para a Teosofia. Aliás, ele não fundou a Sociedade Teosófica, mas, Helena Blavatsky. Jamais ocorreu óbito com a saída do duplo do corpo. Em trabalhos de materialização de Espíritos, o médium pode sofrer alguns problemas, caso algo venha a atingi-lo. Eu mesmo, que fiz trabalhos de materialização e Espíritos aqui em Salvador, observei, com o maior cuidado, a emancipação do duplo (perispírito), que se efetiva, lentamente, sendo assistida pelos Espíritos que controlam a reunião. Há, Sr. Yoshida, uma série de procedimentos ligados à projeção do duplo, cada qual obedecendo a peculiares especificidades. O problema é que vocês não consultam as fontes que deveriam consultar, como, aliás, procedeu a revista VEJA, sobre o Espiritismo. Foi um festival de besteira... Finalmente, está havendo uma avalanche de publicações (revistas) tratando, infantilmente, de assuntos (sérios), ao gosto, é claro, do brasileiro que jamais ouviu falar deles. Atenciosamente, Carlos Bernardo Loureiro. |
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