Retornar para a página principal Retornar para a página principal
Na Inglaterra, Embrião Humano é Lixo
 

Publicado na Revista DIMENSÕES - A Revista do Telma, de outubro de 1996

A Novíssima Enciclopédia Delta Larousse informa que o EMBRIÃO é o organismo em via de desenvolvimento, desde o ovo fecundado até a realização de uma forma capaz de vida autônoma e ativa.

Não desceremos a detalhes sobre aspectos biológicos da questão. O que importa, aqui, enfatizar, são as implicações espirituais e éticas, decorrentes de atitudes insensatas promovidas por clínicas inglesas de fertilização, que começaram a descongelar e destruir mais de cinco mil embriões humanos congelados, apesar dos apelos de ativistas pró-vida para que se detenha o processo.

Gestões levadas a efeito, junto aos tribunais britânicos, no sentido de se impedir, legalmente, a determinação das referidas clínicas, resultarem inoperantes. A justiça da terra de Shakespeare divulgou o seguinte e conclusivo veredicto sobre a justíssima pretensão dos ativistas pró-vida: que ela, a justiça, só poderia agir em nome de uma pessoa física - uma vida em existência! E concluiu que até nascer, o ser humano não tem uma identidade legal.

Errou a justiça inglesa? Legalmente não, porque o seu parecer se fundamentou no espírito frio, impessoal e materialista da Lei. E, assim como na Inglaterra, as demais legislações terrenas consideram o embrião humano um ser absolutamente sem identidade. É, sem dúvida, um absurdo! A vida, assim, teria início quando a pessoa nascesse. Daí para trás, especialmente na fase de embrião, pode-se, tranquilamente, levá-las ao lixo, porque ele é um simples pedacinho de tecido descartável, sem vida.

Do outro lado do oceano, um laboratório de pesquisas biomédicas oferece às mulheres que decidem abortar a possibilidade de congelar os fetos para reiniciarem a gravidez, num parto de 10 anos, caso mudem de idéia. E se não mudarem? Fatalmente irão, também, para o lixo.

Tal proposta vem sendo colocada em Houston, Estados Unidos, onde se joga, segundo o jornalista da ANSA, e como explicam os empresários da "Cryogenic Solutions", com os limites da vida e da morte e, por apenas US$ 356, as mulheres podem se permitir uma reflexão prolongada sobre a sua maternidade.

O tratamento desencadeou uma onda de protestos. Judie Brown, presidente da American Life League, alertou para o fato de que se trata apenas de um visual mais apresentável do aborto.

Segundo o vice-presidente da Cryogenic Solutions, Dell Gibson, o projeto se destina à vida e tem como objetivo salvar alguns fetos rejeitados.

Tais conjecturas raiam à insanidade. E o pior é que a Religião ocidental (de falsa formação cristã) também defende idêntico ponto de vista, pregando aquela anacrônica idéia de que a vida começa com o sopro divino, após o nascimento... Assim, tanto a legislação humana como a "legislação divina" - que absurdo! - admitem, ambas, que a vida tem o seu início no nascimento.

Daí porque, alguns países neste plano de provas e expiações, permitem, legalmente, o abortamento, até alguns meses depois da fecundação e a eugenia, que é a eliminação do feto (o ser já formado), porque ele, segundo os exames, é portador de deficiência física. Democraticamente - afirmou um médico em entrevista à revista "Isto é" - certos pais, ao saberem que se filho nasceria com algumas anomalias físicas, rejeitaram-no extirpando-o do útero. O cadáver do pobre serzinho ou foi levado a um triturador hospitalar ou à lixeira, servindo de pasto à ação famélica dos urubus em qualquer aterro sanitário municipal.

Essas atitudes têm suscitado, sem dúvida, seriíssima repercussão na vida planetária. Ao eliminar-se uma vida intra-uterina, que tem seu começo na concepção presidida pelo Espírio, violenta-se a ordem divina, tão ignorada pelos homens de Ciência (com honrosas exceções), tão achincalhadas pelas interpretações pueris de inconsquentes teólogos. Entretanto, embora as leis de Deus, inscritas na consciência do Homem, seja soberana e justa, ela é implacável. Qualquer atp que a fira, gera imediata ou mediata reação. Não se trata absolutamente de um castigo. É, simplesmente, o resultado natural do ato praticado; é o a cada um segundo suas obras; é o reflexo do livre arbítrio, prodigamente posto em prática pelo Homem, que pensa que está sozinho no universo, fazendo o que lhe dá na telha, largado à sorte ou à má sorte, joguete, no caso de que tratam estes arrazoados, mecanismos genéticos aleatórios e fortuitos, que podem ser manipulados ao talante de ideologias absurdas.

 
 
 
Página Inicial - Página de Publicações
 
Retornar para a página principal Retornar para a página principal Retornar para a página principal Retornar para a página principal